28 de mar de 2014

CALOURADA RECEPTIVA 2014.1


Historicamente o Diretório Acadêmico de Medicina Veterinária (DAMV) constrói a recepção dos novos estudantes do curso. Partindo de uma perspectiva onde todos e todas são sujeitos ativos em seu processo de educação, o DAMV busca com a calourada receptiva mostrar várias áreas de atuação do médico(a) veterinário(a). 
Gostaríamos de informar que realizaremos a calourada receptiva nos dias 31/03, 1 e 2/04 espaço esse historicamente conquistado pelo DAMV.

Desde já convidamos toda a comunidade acadêmica para somar-se a esse momento especial! 




6 de out de 2013

31º ENEVET

O Encontro Nacional dos Estudantes de Veterinária (ENEVET) está se aproximando, mas por que participar desse congresso? 
É notória a necessidade que os estudantes de veterinária tem de se organizar e ao mesmo tempo a importância da troca de experiências nesses espaços, pois existe muitas diferenças nas escolas de veterinária Brasil afora. 
Assim, surge a proposta de um Encontro, construído e pautado pelas necessidades estudantis, que vão desde uma discussão mais profunda acerca do caráter dos projetos pedagógicos de curso ao papel social do Medico(a) Veterinário(a) perpassando por espaços de caráter técnico. 

Em breve (quando iniciarem às aulas), serão realizados os pré-enevetes, abordando as temáticas do Encontro. Portanto, convidamos todos(as) a construírem mais um ENEVET acreditando na importância e deste encontro nacional!

Vamos todos(as)!

1 de set de 2013

@s médic@s e @s monstr@s

Com toda a repercussão acerca da chegada dos Médic@s Cubanos ao Brasil, vale a reflexão sobre o sistema de saúde em Cuba:

Após a Revolução, a medicina virou prioridade e transformou a ilha em referência; hoje, Cuba concentra o maior número de médicos por habitante

Desde o triunfo da Revolução de 1959, o desenvolvimento da medicina tem sido a grande prioridade do governo cubano, o que transformou a ilha do Caribe em uma referência mundial neste campo. Atualmente, Cuba é o país que concentra o maior número de médicos por habitante.


Em 2012, Cuba formou mais 11 mil novos médicos, os quais completaram sua formação de seis anos em faculdades de medicina reconhecidas pela excelência no ensino. Trata-se da maior promoção médica da história do país, que tornou o desenvolvimento da medicina e o bem-estar social as prioridades nacionais. Entre esses médicos recém-graduados, 5.315 são cubanos e 5.694 vêm de 59 países da América Latina, África, Ásia e até mesmo dos Estados Unidos, com maioria de bolivianos (2.400), nicaraguenses (429), peruanos (453), equatorianos (308), colombianos (175) e guatemaltecos (170). Em um ano, Cuba formou quase o dobro de médicos do total que dispunha em 1959. [1]



Após o triunfo da Revolução, Cuba contava somente com 6.286 médicos. Dentre eles, três mil decidiram deixar o país para ir para os Estados Unidos, atraídos pelas oportunidades profissionais que Washington oferecia. Em nome da guerra política e ideológica que se opunha ao novo governo de Fidel Castro, o governo Eisenhower decidiu esvaziar a nação de seu capital humano, até o ponto de criar uma grave crise sanitária. [2]



Como resposta, Cuba se comprometeu a investir de forma maciça na medicina. Universalizou o acesso ao ensino superior e estabeleceu a educação gratuita para todas as especialidades. Assim, existem hoje 24 faculdades de medicina (contra apenas uma em 1959) em treze das quinze províncias cubanas, e o país dispõe de mais de 43 mil professores de medicina. Desde 1959, se formaram cerca de 109 mil médicos em Cuba. [3] Com uma relação de um médico para 148 habitantes (67,2 médicos para 10 mil habitantes ou 78.622, no total), segundo a Organização Mundial da Saúde, Cuba é a nação mais bem dotada neste setor. O país dispõe de 161 hospitais e 452 clínicas. [4]



No ano universitário 2011-2012, o número total de graduados em Ciências Médicas, que inclui 21 perfis profissionais (médicos, dentistas, enfermeiros, psicólogos, tecnologia da saúde etc.), sobe para 32.171, entre cubanos e estrangeiros. [5]



A ELAM



Além dos cursos disponíveis nas 24 faculdades de medicina do país, Cuba forma estudantes estrangeiros na Elam (Escola Latino-Americana de Medicina de Havana). Em 1998, depois que o furacão Mitch atingiu a América Central e o Caribe, Fidel Castro decidiu criar a Elam – inaugurada em 15 de novembro de 1999 – com o intuito de formar em Cuba os futuros médicos do mundo subdesenvolvido.



“Formar médicos prontos para ir onde eles são mais necessários e permanecer quanto tempo for necessário, esta é a razão de ser da nossa escola desde a sua fundação”, explica a doutora Miladys Castilla, vice-reitora da Elam. [6] Atualmente, 24 mil estudantes de 116 países da América Latina, África, Ásia, Oceania e Estados Unidos (500 por turma) cursam uma faculdade de medicina gratuita em Cuba. Entre a primeira turma de 2005 e 2010, 8.594 jovens doutores saíram da Elam. [7] As formaturas de 2011 e 2012 foram excepcionais com cerca de oito mil graduados. No total, cerca de 15 mil médicos se formaram na Elam em 25 especialidades distintas. [8]



A Organização Mundial da Saúde prestou uma homenagem ao trabalho da Elam: “A Escola Latino-Americana de Medicina acolhe jovens entusiasmados dos países em desenvolvimento, que retornam para casa como médicos formados. É uma questão de promover a equidade sanitária (…). A Elam (…) assumiu a premissa da “responsabilidade social”. A Organização Mundial da Saúde define a responsabilidade social das faculdades de medicina como o dever de conduzir suas atividades de formação, investigação e serviços para suprir as necessidades prioritárias de saúde da comunidade, região ou país ao qual devem servir.



A finalidade da Elam é formar médicos principalmente para fornecer serviço público em comunidades urbanas e rurais desfavorecidas, por meio da aquisição de competências em atendimento primário integral, que vão desde a promoção da saúde até o tratamento e a reabilitação. Em troca do compromisso não obrigatório de atender regiões carentes, os estudantes recebem bolsa integral e uma pequena remuneração, e assim, ao se formar, não têm dívidas com a instituição.



[No que diz respeito ao processo seletivo], é dada preferência aos candidatos de baixa renda, que de outra forma não poderiam pagar os estudos médicos. “Como resultado, 75% dos estudantes provêm de comunidades que precisam de médicos, incluindo uma ampla variedade de minorias étnicas e povos indígenas”.



Os novos médicos trabalham na maioria dos países americanos, incluindo os Estados Unidos, vários países africanos e grande parte do Caribe de língua inglesa.


Faculdades como a Elam propõem um desafio no setor da educação médica do mundo todo para que adote um maior compromisso social. Como afirmou Charles Boelen, ex-coordenador do programa de Recursos Humanos para a Saúde da OMS: “A ideia da responsabilidade social merece atenção no mundo todo, inclusive nos círculos médicos tradicionais... O mundo precisa urgentemente de pessoas comprometidas que criem os novos paradigmas da educação médica”. [9]


A solidariedade internacional



No âmbito dos programas de colaboração internacional, Cuba também forma, por ano, cerca de 29 mil estudantes estrangeiros em ciências médicas, em três especialidades: medicina, enfermagem e tecnologia da saúde, em oito países (Venezuela, Bolívia, Angola, Tanzânia, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Timor Leste). [10]



Desde 1963 e o envio da primeira missão médica humanitária a Argélia, Cuba se comprometeu a curar as populações pobres do planeta, em nome da solidariedade internacional e dos sete princípios da medicina cubana (equidade, generosidade, solidariedade, acessibilidade, universalidade, responsabilidade e justiça). [11] As missões humanitárias cubanas abrangem quatro continentes e têm um caráter único. De fato, nenhuma outra nação do mundo, nem mesmo as mais desenvolvidas, teceram semelhante rede de cooperação humanitária ao redor do planeta. Desde o seu lançamento, cerca de 132 mil médicos e outros profissionais da saúde trabalharam voluntariamente em 102 países. [12] No total, os médicos cubanos curaram 85 milhões de pessoas e salvaram 615 mil vidas.  [13] Atualmente, 31 mil colaboradores médicos oferecem seus serviços em 69 nações do Terceiro Mundo. [14]



Segundo o Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), “um dos exemplos mais bem sucedidos da cooperação cubana com o Terceiro Mundo é o Programa Integral de Saúde para América Central, Caribe e África”. [15]



Nos termos da Alba (Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América), Cuba e Venezuela decidiram lançar em julho de 2004 uma ampla campanha humanitária continental com o nome de Operação Milagre. Consiste em operar gratuitamente latino-americanos pobres, vítimas de cataratas e outras doenças oftalmológicas, que não tenham possibilidade de pagar por uma operação que custa entre cinco e dez mil dólares. Esta missão humanitária se disseminou por outras regiões (África e Ásia). A Operação Milagre possui 49 centros oftalmológicos em 15 países da América Central e do Caribe. [16] Em 2011, mais de dois milhões de pessoas de 35 países recuperaram a visão. [17]



A medicina de catástrofe



No que se refere à medicina de catástrofe, o Centro para a Política Internacional de Washington, dirigido por Wayne S. Smith, ex-embaixador dos Estados Unidos em Cuba, afirma em um relatório que “não há dúvida quanto à eficiência do sistema cubano. Apenas alguns cubanos perderam a vida nos 16 maiores furacões que atingiram a ilha na última década e a probabilidade de perder a vida em um furacão nos Estados Unidos é 15 vezes maior do que em Cuba”. [18]



O relatório acrescenta que: “ao contrário dos Estados Unidos, a medicina de catástrofe em Cuba é parte integrante do currículo médico e a educação da população sobre como agir começa na escola primária […]. Até mesmo as crianças menores participam dos exercícios e aprendem os primeiros socorros e técnicas de sobrevivência, muitas vezes através de desenhos animados, e ainda como plantar ervas medicinais e encontrar alimento em caso de desastre natural. O resultado é a assimilação de uma forte cultura de prevenção e de uma preparação sem igual”. [19]



Alto IDH



Esse investimento no campo da saúde (10% do orçamento nacional) permitiu que Cuba alcançasse resultados excepcionais. Graças à sua medicina preventiva, a ilha do Caribe tem a taxa de mortalidade infantil mais baixa da América e do Terceiro Mundo – 4,9 por mil (contra 60 por mil em 1959) – inferior a do Canadá e dos Estados Unidos. Da mesma forma, a expectativa de vida dos cubanos – 78,8 anos (contra 60 anos em 1959) – é comparável a das nações mais desenvolvidas. [20]



As principais instituições internacionais elogiam esse desenvolvimento humano e social. O Fundo de População das Nações Unidas observa que Cuba “adotou há mais de meio século programas sociais muito avançados, que possibilitaram ao país alcançar indicadores sociais e demográficos comparáveis aos dos países desenvolvidos”. O Fundo acrescenta que “Cuba é uma prova de que as restrições das economias em desenvolvimento não são necessariamente um obstáculo intransponível ao progresso da saúde, à mudança demográfica e ao bem-estar”. [21]



Cuba continua sendo uma referência mundial no campo da saúde, especialmente para as nações do Terceiro Mundo. Mostra que é possível atingir um alto nível de desenvolvimento social, apesar dos recursos limitados e de um estado de sítio econômico extremamente grave, imposto pelos Estados Unidos desde 1960, que situe o ser humano no centro do projeto de sociedade.



*Doutor em Estudos Ibéricos e Latinoamericanos pela Univerdade Paris Sorbonne-Paris IV, Salim Lamrani é professor encarregado de cursos na Universidade Paris-Sorbonne-Paris IV e na Universidade Paris-Est Marne-la-Vallée e jornalista, especialista nas relações entre Cuba e Estados Unidos. Seu libro mais recente é “Etat de siège. Les sanctions économiques des Etats-Unis contre Cuba” (“Estado de sítio. As sanções econômicas dos Estados Unidos contra Cuba”, em tradução livre), Paris, Edições Estrella, 2011, com prólogo de Wayne S. Smith e prefácio de Paul Estrade. Contato: Salim.Lamrani@univ-mlv.fr /Página no Facebook: https://www.facebook.com/SalimLamraniOfficie
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14 de ago de 2013

Nota Conjunta - Hospital Veterinário

Entidades lançam nota sobre situação atual do "Hospital Veterinário" da UFRPE
Recife, 12 de agosto de 2013.

Como parte da Jornada de Lutas do dia 06 de agosto, ocorreu na UFRPE o ato público em defesa do “Hospital Veterinário” (HV) da instituição. Participaram do ato estudantes, militantes do movimento dos técnicos administrativos e do movimento docente. Inicialmente o ato foi concentrado no pátio do HV e depois seguiu em coluna com cartazes e palavras de ordem até a reitoria. Chegando até o hall de entrada ocorreram diversos discursos dos representantes do Diretório Acadêmico de Medicina Veterinária (DAMV), do Diretório Central dos Estudantes (DCE), do Sindicato dos Trabalhadores nas Universidades Federais de Pernambuco (SINTUFEPE-UFRPE), da ADUFERPE (Seção Sindical do ANDES-Sindicato Nacional) e da Central Sindical e Popular (CSP-CONLUTAS) em apoio à pauta de reivindicações dos movimentos, representado naquele ato pelo movimento estudantil. Depois os manifestantes subiram até a reitoria e foram recebidos pela reitora e pelo vice-reitor.

Representantes dos movimentos colocaram suas posições e ouviram da reitora apenas promessas de reabertura do HV. A reitora argumentou que a sua gestão não pode ser responsabilizada pela atual crise no HV,considerando que, devido à greve do ano passado, sua gestão tem apenas seis meses de ações efetivas de planejamento e administração da universidade. A reitora afirma ainda que a atual gestão recebeu um “passivo” de grandes problemas e não pode ser considerada de continuidade da gestão anterior. Os movimentos ali representados apresentaram contra-argumentos nos quais reafirmaram que a atual gestão da UFRPE representa um projeto de continuidade, já que a mesma estava nopoder durante toda a gestão passada, sendo, portanto, a reitoria que deve ser responsabilizada pela atual crise do HV e de outros problemas de obras inacabadas nas três unidades da universidade.

A reitora recebeu a pauta de reivindicações do movimento e ficou de reabrir o HV o mais breve possível. Em nota de esclarecimento divulgada na página da UFRPE, a reitora e o diretor do Departamento de Medicina Veterinária (DMV) comprometeram-se a reabrir o HV em condições de “funcionar regularmente” em uma semana, desde que as empresas ganhadoras do pregão licitado forneçam o material. Isto significa que na visão da reitora e do diretor do DMV a crise do HV se resume ao problema da falta de material para funcionamento da unidade, omitindo à comunidade outros seriíssimos problemas, como a falta de condições dignas de trabalho, cobrança de taxas aos usuários, insuficiência na oferta de estágios e residência médica para os estudantes, etc.


Neste sentido o movimento deve continuar a luta para que o HV não seja privatizado e que se torne realmente um hospital público, gratuito e de qualidade socialmente referenciada, cumprindo para além das funções ambulatoriais, que tem no presente.

DAMV


DCE


SINTUFEPE-UFRPE


ADUFERPE


CSP-CONLUTAS

4 de ago de 2013

ATO PÚBLICO (06/08/2013)


Sabendo da importância do Hospital Veterinário para a sociedade e seu papel de destaque na UFRPE é inaceitável que o mesmo se encontre fechado a duas semanas por falta de material. Convidamos tod@s a participarem da luta pela reabertura imediata do HV com as melhorias necessárias. Contamos com a participação de tod@s que acreditam na essencialidade desse serviço.