15 de jul de 2013

Vândalos? Quem são ?

Retirado de Correio da Cidadania


Vândalos... Quem são? Aqueles que enfrentam toda a polícia do patriciado armada até os dentes, com armaduras, bombas, balas de borracha, “caveirões”, numa manifestação exigindo justiça? Ou seriam os “vândalos” a mídia amestrada do mesmo patriciado, que faz e executa um terrorismo armado até os dentes para estupidificar, idiotizar, emburrecer?

Os vândalos na época da triste e cruel ditadura militar eram chamados de “subversivos”. Agora, os subversivos são chamados de “vândalos”. Pouco mudou para a mídia que veste o modelo do capital internacional. A razão também não mudou para essa mesma mídia: encobrir lucros fantásticos, corrupção mais fantástica ainda, e encobrir o “melhor dos mundos”: uma dívida eterna, interna e externa que sangra um país que é a sexta economia do planeta, com 50% de seu produto interno bruto direcionado ao pagamentos de juros cada vez maiores para banqueiros e multinacionais. Com o índice de qualidade de vida estando lá na rabeira... E perguntamos novamente: quem são os vândalos?

Quando a população sai às ruas para dizer: “basta de um país SPC!” (samba, pizza, carnaval), como a mídia do patriciado costuma vender em seus telões globais, com o vandalismo da fantasia e da ilusão. Viva o samba, viva o carnaval, que juntos se uniram nas ruas do país cantando um novo samba-enredo com a alma do coletivo e popular e que soava bem alto ao som de “queremos um país SPC, ou seja, sem pobreza e corrupção”.

Que país fantástico! Ao mesmo tempo, o futebol dentro dos campos gramados, e as manifestações em outros campos armados de indignação e basta. “O brasileiro é acovardado, um bunda-mole que só pensa em samba e futebol”, frase que ouvimos repetidamente. “Eu não sou bunda-mole”... Pois é, esse foi o sentimento que levou todo um país a bater forte nas portas da senhora austera e elitizada que se chama República, para fazer ouvir sua voz bem alto. Aliás, uma República que nunca ouviu sua população, e viveu sempre dando golpes de Estado. Diga-se, uma República que nasceu de um golpe de Estado.

Privatizações, ditaduras, plano Collor, leilões de riquezas naturais e minerais, estádios de futebol riquíssimos e mais um sem fim de golpes de Estado e vandalismos.

Vândalos... quem são? Aqueles que, consciente ou inconscientemente, nas manifestações de rua, enfrentam um aparato militar que protege o patriciado, os bancos, as multinacionais que aqui operam e extraem riquezas do país, desregulando tudo e qualquer coisa e que “mete o cacete” na população de “segunda ou terceira linha”, segundo a linguagem dos “iluminados”? Tudo orquestrado com a mídia obediente, cujo papel é hipnotizar o “distinto público” e esconder a prioridade número 1 deste país: mudar definitivamente as relações com o capital internacional, que vandaliza, tortura, adoece, desestrutura, deseduca e mata.

Auditar as contas de uma dívida eterna com a população, auditar a dívida eterna com a Educação, Saúde, Habitação, Justiça, Cidadania. Auditar o direito número 1: a Vida, e como disse bem claro a população com suas bandeiras nas ruas, “os vândalos são vocês, que são contra a vida, só pensam em lucro e que, quando se encontram, só proferem duas frases: ‘ganhar mais e pagar menos’”.

Protestar, ir para as ruas com determinação e jogar pedras nos lucros mais que abusivos que massacram o país, quebrar as vitrines enfeitadas de uma mídia adestrada que protege a corrupção do violento capitalismo, é um ato histórico.

“Ou o modelo capitalista acaba com nóis, ou nóis acaba com o modelo capitalista”, esse foi o estímulo consciente ou inconsciente que a população deste imenso país usou para expulsar a “bruxaria” e o “vandalismo” do entreguismo e da inércia. Com ou sem lideranças, repudiando os partidos políticos atuais e, ao mesmo tempo, formando novas lideranças que sairão das ruas e não dos “nobres” recintos fechados, onde impera o ato de lucrar com a vida humana – este sim, um ato cruel, diabólico. O verdadeiro vandalismo com a espécie humana.
 

Vândalos... quem são? Com certeza não estão do lado de cá.

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